segunda-feira, 8 de outubro de 2012

HQs, sua evolução e fãs

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Historicamente a primeira revista em quadrinhos surgiu da obra de Rodolphe Töpffer, unida ao trabalho de autoria do artista italiano Angelo Agostini, que foi publicado na imprensa do Brasil, composto por charges e caricaturas das figuras políticas da época de Dom Pedro II. Além de ter criado as HQs com textos na forma de legendas, que foram consideradas como precursoras desse tipo de arte.

No Ocidente, a forma mais popular de publicação eram em tiras, como as publicadas pelos jornais hoje em dia, que saíam em páginas dominicais coloridas. Já na década de 30, essas tiras passaram a ser confeccionadas em revistas, dando origem aos primeiros “comic books”. Esses gibis conquistaram o público e obtiveram grande sucesso na época.

A popularização dos quadrinhos e sua produção comercial como mídia se deu na década de 40, quando surgiu também um dos heróis mais famosos das HQs, o Superman. A inspiração para a criação dos heróis veio, na maioria das vezes, de personagens e personificações mitológicas – os mais conhecidos são Thor e o próprio Superman. Eles são considerados encarnações mitológicas modernas presentes na nossa sociedade que se diz desprovida desse tipo de crença.

Atualmente as HQs mais populares são as recheadas com histórias de heróis, mas na década de 40, por exemplo, as que faziam sucesso eram as de terror, baseadas nos filmes da época, e desse gênero surgiram personagens como Blade, Frankenstein e o Monstro do Pântano. Existem os gêneros infantis, como A Turma da Mônica e Disney, além de uma parte chamada apenas de “histórias adultas”, onde os temas incluem violência, linguagem obscena e sexo.

Existem também os quadrinhos pornográficos, que no Japão são chamados de hentais, gênero de HQs que teve suas melhores histórias criadas por italianos. Lá as HQs são chamadas de Mangá, já nos EUA são conhecidas como Comics pelo fato das primeiras revistas serem de humor. O super fã de histórias em quadrinhos Bruner Martini diz os gêneros que mais gosta. “Eu prefiro histórias de terror e mangás, por essas se valerem de elementos às vezes surreais e por utilizarem um estilo único de abordagem estética e narrativa.”

As histórias em quadrinhos são uma forma de arte mais livre das amarras comerciais, por serem muitas vezes de baixo custo, onde o artista conta apenas com um profissional para ilustrar o seu roteiro. O fã Filipe Siqueira descreve como foi a sua evolução na leitura de HQs. “Comecei com a leitura da Turma da Mônica e depois passei para histórias de heróis como Homem-Aranha, até chegar às principais histórias adultas, como Sin City, Sandman e Os Invisíveis, que são recheadas de violência, ocultismo e tramas complexas”.

Texto publicado na revista digital Feedback Magazine
http://www.feedbackmag.com.br/hqs-sua-evolucao-e-fas/

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