segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Brasil ganha sua primeira ludolocadora

 

FUNBOX

A Funbox é uma ludolocadora, onde os clientes têm acesso e podem alugar mais de 400 títulos de jogos de tabuleiro importados, a maior parte vinda da Alemanha. A locação é de uma semana e o valor depende da raridade e complexidade do jogo.

Localizada em São Paulo capital, a FunBox foi criada em dezembro de 2010, a partir de uma sociedade entre os amigos Alexandre Freitas, Vanessa Santos e Wagner Rodrigues. “Já gostávamos bastante de jogos de tabuleiro, como morar nos EUA facilitou muito nosso acesso aos jogos e percebemos mais acentuadamente como o Brasil ainda era muito carente nesse ramo, como era, e ainda é difícil o acesso, decidimos abrir a Funbox”, afirma Vanessa Santos.

Ela é a primeira ludolocadora nacional, com várias seções de jogos: guerra, abstrato, destreza, dedução, descontraídos e de estratégia. Os clientes têm a opção de alugar os jogos por uma semana ou se preferirem, podem utilizar as mesas da loja, onde o valor varia de cinco a dez reais a hora. “Os jogos mais alugados são, os chamados de introdutórios ou gateways que, na sua maioria, são jogos com mecânicas e regras mais simples”, diz Vanessa.

A quantidade de clientes é variada e a faixa etária acompanha o mesmo ritmo.

“Durante a semana nosso fluxo maior é de locação de jogos, já nos finais de semana temos tanto clientes jogando na loja quanto levando jogos pra casa. Como, na loja, não podemos permitir menores de 14 anos, temos tanto estudantes dessa idade quanto jovens de 50 anos ou mais. Porém, a média de idade dos nossos clientes está entre 20 e 30 anos”, conta Vanessa.

Espaço com um acervo de jogos fabuloso, tanto em quantidade quanto em qualidade, além de ter me proporcionado conhecer títulos que sequer tinha ouvido falar, a Funbox me propiciou muitas novas amizades”, afirma o bacharel em Direito, Dayton Diniz Jr. A ludolocadora se tornou um ponto de encontro dos apaixonados por jogos, onde não é preciso ser experiente no assunto, basta ter vontade de aprender, pois os clientes recebem todas as instruções necessárias referente aos jogos.

Alguns jogos:

· Descontraídos: Dancing Eggs

· Guerra: Galactic Emperor

· Estratégia: Stone Age

· Destreza: Jumbling Towers

· Dedução: Fury of Dracula

· Abstratos: Ingenious

Serviço

Site: http://www.funbox.com.br

Twitter: @funboxbr

 

Texto publicado no blog Nerds Somos Nozes http://nerdssomosnozes.blogspot.com.br/2011/03/brasil-ganha-sua-primeira-ludolocadora.html

HQs, sua evolução e fãs

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Historicamente a primeira revista em quadrinhos surgiu da obra de Rodolphe Töpffer, unida ao trabalho de autoria do artista italiano Angelo Agostini, que foi publicado na imprensa do Brasil, composto por charges e caricaturas das figuras políticas da época de Dom Pedro II. Além de ter criado as HQs com textos na forma de legendas, que foram consideradas como precursoras desse tipo de arte.

No Ocidente, a forma mais popular de publicação eram em tiras, como as publicadas pelos jornais hoje em dia, que saíam em páginas dominicais coloridas. Já na década de 30, essas tiras passaram a ser confeccionadas em revistas, dando origem aos primeiros “comic books”. Esses gibis conquistaram o público e obtiveram grande sucesso na época.

A popularização dos quadrinhos e sua produção comercial como mídia se deu na década de 40, quando surgiu também um dos heróis mais famosos das HQs, o Superman. A inspiração para a criação dos heróis veio, na maioria das vezes, de personagens e personificações mitológicas – os mais conhecidos são Thor e o próprio Superman. Eles são considerados encarnações mitológicas modernas presentes na nossa sociedade que se diz desprovida desse tipo de crença.

Atualmente as HQs mais populares são as recheadas com histórias de heróis, mas na década de 40, por exemplo, as que faziam sucesso eram as de terror, baseadas nos filmes da época, e desse gênero surgiram personagens como Blade, Frankenstein e o Monstro do Pântano. Existem os gêneros infantis, como A Turma da Mônica e Disney, além de uma parte chamada apenas de “histórias adultas”, onde os temas incluem violência, linguagem obscena e sexo.

Existem também os quadrinhos pornográficos, que no Japão são chamados de hentais, gênero de HQs que teve suas melhores histórias criadas por italianos. Lá as HQs são chamadas de Mangá, já nos EUA são conhecidas como Comics pelo fato das primeiras revistas serem de humor. O super fã de histórias em quadrinhos Bruner Martini diz os gêneros que mais gosta. “Eu prefiro histórias de terror e mangás, por essas se valerem de elementos às vezes surreais e por utilizarem um estilo único de abordagem estética e narrativa.”

As histórias em quadrinhos são uma forma de arte mais livre das amarras comerciais, por serem muitas vezes de baixo custo, onde o artista conta apenas com um profissional para ilustrar o seu roteiro. O fã Filipe Siqueira descreve como foi a sua evolução na leitura de HQs. “Comecei com a leitura da Turma da Mônica e depois passei para histórias de heróis como Homem-Aranha, até chegar às principais histórias adultas, como Sin City, Sandman e Os Invisíveis, que são recheadas de violência, ocultismo e tramas complexas”.

Texto publicado na revista digital Feedback Magazine
http://www.feedbackmag.com.br/hqs-sua-evolucao-e-fas/

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Período de chuva pede direção defensiva

Editoria Urbana

No período de chuvas, o risco de acidentes nas estradas aumenta, principalmente quando essa condição climática é associada à imprudência dos motoristas no trânsito. A Polícia Militar Rodoviária trabalha com a conscientização dos condutores de veículos e a fiscalização das rodovias, para evitar os atos imprudentes e punir os maus condutores, além de campanhas em feriados prolongados como o do carnaval.

Em dias de chuva, a instituição faz um alerta para que os motoristas mantenham-se atentos e permaneçam em direção defensiva. A Tenente Fabiana Cristina Pane afirma que diminuir a velocidade, acender o farol, ligar o limpador de para-brisa e o desembaçador, além de manter a distância de pelo menos dois carros em relação ao automóvel à sua frente, são atitudes que contribuem para evitar surpresas desagradáveis no trânsito. “Sob chuva ou em apenas pista molhada, os princípios de direção defensiva devem ser o melhor caminho, tendo calma e muita prudência”.

Individualmente, a chuva não apresenta perigo nas estradas e rodovias, mas associada a comportamentos irresponsáveis, torna-se um fator capaz de potencializar a ocorrência de acidentes. Fabiana diz que em dias chuvosos, é comum o acontecimento de um evento denominado aquaplanagem, quando o pneu perde contato com o solo, fica sem aderência e perde o controle. Isso ocorre pelo excesso de água no solo, associado à má conservação dos pneus e à alta velocidade. “Diante desse cenário, o condutor fica sem o domínio do veículo, contribuindo diretamente para a ocorrência de acidentes”.

Os condutores, ao serem surpreendidos pela chuva durante o seu trajeto nas estradas, devem preocupar-se em manter a velocidade reduzida e os faróis baixos. Conservar a inspeção do veículo feita por um mecânico também é importante para evitar colisões no trânsito. O motorista Luiz Oliveira mantém-se sempre atento às condições do seu carro. “Procuro levar meu automóvel ao mecânico para fazer vistorias e evitar problemas no trânsito. Quando sou surpreendido pela chuva mantenho, sempre a velocidade reduzida e tenho muita calma durante meu trajeto, para evitar um acidente”.

As recomendações dadas pela Polícia Rodoviária devem ser aplicadas a todos os tipos de veículos, sejam eles carros, motocicletas, caminhões ou ônibus. No caso das motocicletas, o conselho é que se evite transitar com elas em dias de chuva. A Tenente diz que, face à fragilidade maior das motocicletas há de ter maior prudência. Assim, caso seja inevitável a sua pilotagem, a velocidade precisa ser reduzida drasticamente, para evitar derrapagens.

Escaneada: Lei da hora extra beneficia quem trabalha em casa

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Jornal Expressão – Universidade São Judas Tadeu

Editoria: Nacional

Junho 2012

Lei da hora extra beneficia quem trabalha em casa

 

Foi aprovada em dezembro de 2011 a Lei 12.551, que dá os mesmos direitos dos que fazem hora extra dentro do local de trabalho aos trabalhadores que exercem suas funções a distância após o expediente, por meio de e-mails, bate-papos e smartphones. Além do benefício à hora extra, os funcionários terão direito ao adicional noturno e à assistência em caso de acidente de trabalho, caso seja realmente comprovado que eles exerciam sua função.         

A nova lei veio com a função de acompanhar o avanço tecnológico e modernizar a antiga Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), pois agora o importante é se a tarefa é feita, e não o local onde ocorre. É o que afirma o advogado João Auro Sogabe. “A hora extra continua calculada da mesma forma, o que muda é o fato de que finda a jornada de trabalho, se o trabalhador receber ordem para que continue com o labor, e permanecer sob o comando ou controle do empregador mesmo que à distância, ele receberá por isso.”                            

As empresas que costumam manter contato com os seus empregados mesmo após o fim das suas jornadas de trabalho devem ficar atentas e estabelecer regras com os mesmos. Conversas que contenham cobranças e questionamentos referentes ao trabalho por meio de celulares, emails corporativos e bate-papos online, se comprovadas, serão equivalentes a horas trabalhadas no local de trabalho. No caso dos processos judiciais em que um empregado necessite comprovar as horas extras trabalhadas a distância, ele deve ter a tarefa registrada, diz Sogabe. “Os meios probatórios da realização da hora extra serão os mais diversos, mas os mais prováveis serão a apresentação de e-mails trocados além do expediente ou a troca de telefonemas que demonstrem que foi realizado labor além do horário fixado no contrato de trabalho.”  
 

Dois dos setores profissionais que utilizam com maior frequência a modalidade de trabalho fora do ambiente da empresa e após o expediente são os de telecomunicações e tecnologia da informação, pois os profissionais dessas áreas necessitam estar preparados para eventuais problemas nos sistemas da empresa ou possíveis falhas operacionais nos aparelhos usados pelos clientes.

O engenheiro eletricista Lucas Maruo, funcionário de uma operadora de telefonia celular explica: “Normalmente as horas extras a distância chegam a até 100 horas por mês, somados a sobreaviso e acionamentos. A comprovação é pelo fechamento e as resoluções das reclamações recebidas, tratamentos de alarmes e falhas reportadas na rede. Com a nova legislação tenho a sensação de segurança ao efetuar minha função a distância.”

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Escaneada: Ciclofaixas, um incentivo ao transporte alternativo


Revista Em Dia - Região Norte
Julho e Agosto/2012
Páginas: 38 a 41














Ciclofaixas, um incentivo ao transporte alternativo

Ciclofaixa Zona Leste - Créditos: João Luiz - Secom


A administração da cidade de São Paulo, preocupada com o trânsito, que aumenta a cada dia nas grandes vias que interligam os bairros, e com novas opções de lazer para a população, decidiu incentivar o uso das bicicletas como meio de transporte. Uma das formas encontradas foi o investimento em ciclofaixas de lazer, que até o momento somam o total de 65 km. Elas estão localizadas no bairro Santana, na zona norte, Itaim Bibi, zona sul, e na Penha, zona leste.

As ciclofaixas são semelhantes aos corredores destinados a circulação dos ônibus nas grandes avenidas da cidade de São Paulo. É uma faixa pintada no asfalto em determinada avenida, própria para a locomoção das pessoas que utilizam bicicletas, como meio de transporte ou lazer. A circulação nessa faixa tem mão única e é normalmente no mesmo sentido do restante das outras faixas existentes na via, que são destinadas a circulação dos veículos comuns. A separação da ciclofaixa do tráfego dos carros, ônibus e motos é feita por meio da utilização de cones para sinalizar e blocos de concreto.

A utilização da bicicleta para ir ao trabalho, passear ou praticar exercícios na cidade, é uma opção saudável, importante para desafogar o trânsito, e principalmente uma escolha sustentável, pois o uso dela não emite o dióxido de carbono ao meio ambiente, como os veículos motorizados fazem. Além dessas qualidades, a bicicleta é uma forma de transporte econômico, pelo fato de não ser necessário o gasto com combustível e muito menos passagens ou estacionamentos. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a bicicleta é o transporte mais sustentável do planeta e vinte bicicletas em um estacionamento, ocupam o mesmo espaço que um carro.

A primeira faixa destinada às bicicletas na cidade foi inaugurada no mês de agosto de 2009, e fica entre os Parques do Ibirapuera e das Bicicletas, na zona sul da cidade e a última inauguração foi na Avenida Governador Carvalho Pinto, zona leste em março de 2012. Os moradores da zona norte têm acesso à ciclofaixa, que liga a Praça Heróis da FEB, em Santana, ao Sesc Santana e foi ativada no dia 4 de março desse ano. Todas as ciclofaixas funcionam das 7h às 16h, todos os domingos e feriados.

Existe apenas uma ciclofaixa definitiva, que fica localizada no bairro de Moema e funciona todos os dias, 24 horas. Ela conta com o total de 3,3 km, mas é a única em toda a extensão da cidade. A jornalista Aline Mendonça, diz que descobriu a possibilidade de usar a bicicleta como transporte em 2009 e desde então, pedala em praticamente todos os seus trajetos. “Uma vez ao mês eu passo na ciclofaixa zona oeste/sul - com o intuito de passear e fazer uns trajetos mais longos, pois o uso urbano da bicicleta é muito eficiente em trajetos curtos e médios de até uns 7 km.”

Existem normas que regulamentam o uso das ciclofaixas. Segundo informações oficiais da prefeitura, é proibido o trânsito de pedestres, skatistas, patinadores e não podem ser usadas para a pratica de atividades desportivas de ciclismo, pelo fato de crianças e adultos a utilizarem para o lazer, assim a velocidade usada na atividade desportiva do ciclismo não é compatível com a utilizada nas ciclofaixas. As regras de trânsito, para os veículos que circulam nas faixas ao lado da faixa destinada às bicicletas, foram alteradas aos domingos e feriados, a velocidade máxima permitida é de 40 km por hora.

É importante as regras do trânsito se adaptarem a favor das pessoas que usam a bicicleta, seja para o lazer ou até mesmo para trabalhar. Pois, em pleno século XXI onde o tema de preservação do meio ambiente é tão debatido em todo o mundo, São Paulo, que ocupa o papel de metrópole do País, não pode ficar para trás. E os órgãos públicos têm que se mobilizarem em prol da segurança do ciclista no trânsito. O design Alexandre Freitas afirma que vai ao trabalho em média duas vezes por semana de bicicleta. “Moro no Paraíso e vou até o Parque Burle Max, perto da estação João Dias, são 18 km para ir e a mesma distância para voltar.”

Um exemplo de preocupação com o meio ambiente e a segurança dos ciclistas é a cidade de Londres. Segundo a National Transport Survey, o uso das bicicletas nos últimos 10 anos cresceu 110%, por esse motivo a cidade criou leis especiais, que protegem o ciclista e programas que estimulam o uso seguro das bicicletas como meio de locomoção.

Algumas medidas já foram tomadas, mas na prática ainda há muito para ser feito. Aline Mendonça, que usufrui dos benefícios que o transporte por meio da bicicleta traz, comenta que as autoridades precisam tomar mais atitudes. “O problema é que não vemos muito empenho das autoridades para garantir os deslocamentos seguros no dia-a-dia do trânsito, apenas ações tímidas, paliativas e desconectadas.”

Para a bicicleta ser considerada pela maior parte da população um meio de transporte realmente seguro, há muito trabalho pela frente. Isso inclui novas regras na nossa legislação de trânsito, conscientização dos motoristas de veículos, para respeitarem o ciclista e investimentos em infraestrutura nas avenidas e ruas da cidade. Que ela é um bem ao meio ambiente, ocupa menos espaço, traz benefícios à saúde e é econômica, já sabemos. Agora, basta aguardarmos as próximas medidas, que nossos governantes pretendem tomar, para podermos desfrutar dessa forma de locomoção.