quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Forager incentiva a sustentabilidade por meio da coleta seletiva

 

Coleta Inteligente 4

 

Com o crescimento populacional da sociedade nas últimas décadas, também cresceu a quantidade de lixo produzido nas cidades. A solução apresentada no momento é a reciclagem, que começa com a coleta seletiva. A partir dessa informação, foi criado um projeto na USP, em que a tecnologia se tornou aliada dos catadores e da população durante o processo de descarte dos materiais recicláveis. A ideia foi batizada de coleta inteligente e o projeto ganhou o nome de Forager.

A coleta inteligente propõe a administração do material reciclável de uma forma eficiente, por fazer a junção da tecnologia do GPS com os conhecimentos dos coletores. Durante os testes feitos com a cooperativa de São Paulo Coopamare, o GPS mapeou as rotas percorridas pelos catadores e registrou informações como os pontos de coleta e o tipo de material a ser coletado. Ao mesmo tempo em que a população, por meio de um programa on-line, entrava em contato com eles, para doar os materiais recicláveis.

O projeto teve o apoio de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT), nos Estados Unidos. O impulso para o início do Forager partiu da professora Maria Cecília Loschiavo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Ela considerou que os resultados dos testes são importantes para ajudar no desenho de políticas públicas para o gerenciamento sustentável do lixo nas cidades.

Para controlar o problema do lixo no país é necessário empenho político e conscientização da sociedade em relação à importância da coleta seletiva. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e Resíduos Especiais (Abrelpe), dos resíduos sólidos coletado no país, 42% são armazenados em locais inadequados. A professora de Arquitetura e Urbanismo Carolina Heldt diz que o importante no Forager é o fato de ser um instrumental para o gerenciamento do material reciclado. “Assim há a possibilidade de ele ser uma alternativa de controle do processo de gestão da cadeia produtiva que trabalha com os resíduos recicláveis.”

O número de pessoas que separam o lixo é baixo, porém existem cidadãos preocupados com a sustentabilidade. Como é o caso da tradutora Simone Rosa, que diz separar os resíduos orgânicos dos recicláveis e coloca nas lixeiras corretas disponibilizadas pelo prédio onde mora. “Acho fraca a mobilização das autoridades pela conscientização do povo, que em geral é preguiçoso”, conclui.

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